O setor funerário brasileiro vive um momento de transformação profunda, e Tiago Schietti é um dos profissionais que mais atentamente acompanha esse movimento. As tendências globais que redesenham o mercado internacional de serviços fúnebres chegam ao Brasil com força crescente, trazendo consigo novas tecnologias, modelos de negócio inovadores e uma mudança cultural significativa na forma como a sociedade lida com a morte. Este texto explora o que o mercado internacional tem a ensinar ao Brasil e por que esse olhar global se tornou indispensável para quem atua no setor. Se você quer entender o futuro do mercado funerário nacional, continue a leitura.
O que está mudando no mercado funerário internacional?
Nos últimos anos, o setor funerário global passou por uma revolução silenciosa, mas consistente. Países como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália já consolidaram modelos de atendimento que combinam tecnologia, personalização e humanização em uma só experiência, tornando o processo mais acolhedor para as famílias enlutadas.
Conforme analisa Tiago Schietti, essa mudança não é apenas estética. Ela reflete uma transformação cultural mais ampla, na qual a morte deixa de ser um tabu e passa a ser tratada com naturalidade, planejamento e dignidade. O mercado responde a essa demanda com serviços cada vez mais personalizados, cerimônias temáticas e plataformas digitais que facilitam o luto à distância.
Quais tendências internacionais mais impactam o Brasil?
O mercado internacional aponta para algumas direções claras que, segundo Tiago Schietti, merecem atenção imediata dos empresários brasileiros. Entre as principais tendências estão:
As inovações mais relevantes que chegam do exterior incluem:
- A digitalização completa do atendimento, com plataformas de agendamento, transmissão de velórios online e suporte emocional via aplicativos;
- A cremação como serviço predominante, já majoritária em países como Japão e Reino Unido, e em forte crescimento no Brasil;
- O planejamento funerário prévio como produto financeiro estruturado, com apelo crescente entre a classe média;
- A sustentabilidade como diferencial competitivo, com sepultamentos ecológicos e biournas ganhando espaço;
- A personalização da cerimônia, que transforma o velório em uma celebração da vida do falecido.
Esses elementos não são apenas modismos. Eles respondem a demandas reais de consumidores mais informados, exigentes e abertos a novas formas de se despedir de quem amam. O empresário brasileiro que ignora esse movimento corre o risco de ficar para trás.

Como o Brasil pode acelerar essa transformação?
O Brasil possui um mercado funerário vasto, fragmentado e ainda pouco profissionalizado em muitas regiões. Para Tiago Schietti, o caminho mais eficiente é o da educação setorial aliada à adoção gradual de boas práticas internacionais, respeitando as particularidades culturais e regionais do país.
Nesse contexto, a capacitação contínua dos profissionais do setor se torna estratégica. Mais do que importar modelos prontos, trata-se de compreender os princípios que os sustentam, como o respeito ao enlutado, a transparência nos serviços e a valorização da experiência do cliente, e adaptá-los à realidade brasileira com inteligência e sensibilidade.
Como a liderança impulsiona a modernização do setor funerário?
Modernizar o setor funerário exige mais do que investimento em tecnologia. Exige liderança visionária, disposição para questionar práticas estabelecidas e coragem para inovar em um mercado historicamente conservador. Sob essa ótica, Tiago Schietti destaca que a mudança começa pela mentalidade dos gestores.
Empresas que já adotaram uma postura mais aberta à inovação colhem resultados concretos: maior fidelização de clientes, ampliação do ticket médio com serviços complementares e fortalecimento da reputação institucional. O setor funerário, quando bem gerido, é um negócio de alto impacto social e grande potencial de crescimento sustentável.
O futuro do mercado funerário já chegou ao Brasil
As tendências globais no setor funerário não são uma realidade distante. Elas já batem à porta das funerárias brasileiras e exigem respostas concretas. Como aponta Tiago Schietti, o Brasil tem todas as condições para se tornar referência na América Latina, desde que os profissionais do setor estejam dispostos a aprender com o mercado internacional e a investir em qualificação, tecnologia e atendimento humanizado.
O momento de agir é agora. O mercado está em transformação, os consumidores estão mudando e as oportunidades para quem se posiciona à frente são significativas. O setor funerário brasileiro tem muito a ganhar com esse olhar global e tudo a perder se optar pela inércia.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
