Um dos aspectos mais relevantes do atual ciclo econômico brasileiro é o redirecionamento de capital para ativos reais em regiões de fronteira. Guilherme Campos, empresário do setor imobiliário e agro, observa esse movimento com a perspectiva de quem opera nos dois mercados que mais se beneficiam dele em Roraima: a terra urbana e a terra produtiva. O estado, frequentemente descrito como a última fronteira agrícola e imobiliária do Brasil, reúne fundamentos que explicam por que investidores de outras regiões passaram a incluí-lo no radar.
Os fundamentos por trás da valorização roraimense
A valorização da terra em Roraima não é especulativa na origem: ela responde a vetores concretos. A expansão da soja e da pecuária tecnificada eleva o valor das áreas rurais, enquanto o crescimento populacional e a urbanização pressionam o preço dos terrenos urbanos. Como considera Guilherme Campos, a combinação desses dois vetores em um mesmo território cria um ambiente raro, em que o capital pode transitar entre o agro e o imobiliário conforme o momento de cada ciclo, diversificando risco sem sair do estado.
Acrescenta-se a isso o patamar de preços ainda baixo na comparação nacional. O hectare roraimense e o metro quadrado de Boa Vista custam fração do que se paga em praças consolidadas, oferecendo margem de valorização que mercados maduros já não entregam.
Comparando ciclos: o que Mato Grosso ensina sobre Roraima?
A trajetória de Mato Grosso nas últimas três décadas funciona como referência analítica. Terras que valiam pouco nos anos noventa multiplicaram de preço à medida que infraestrutura, logística e produção se consolidaram. De acordo com análise de Guilherme Campos, investidor atento aos ciclos regionais, Roraima percorre hoje etapas semelhantes às que Mato Grosso atravessou no início de sua expansão, com a vantagem de contar com aprendizados já consolidados sobre regularização, sustentabilidade e planejamento produtivo.
Nem sempre, porém, os ciclos se repetem de forma idêntica. Cada território tem suas particularidades fundiárias, ambientais e logísticas, e o investidor sério precisa estudá-las antes de alocar capital. A tese de valorização existe, mas premia quem entra com conhecimento, não quem aposta às cegas.

Disciplina e horizonte: como investir em mercados de fronteira?
Mercados em formação exigem postura diferente da especulação de curto prazo. Due diligence fundiária rigorosa, atenção ao licenciamento ambiental e horizonte de investimento medido em anos são pré-requisitos para capturar a valorização sem sobressaltos. Guilherme Campos estrutura suas operações sobre esses pilares, priorizando ativos com documentação sólida e localização estratégica em relação aos vetores de crescimento do estado.
A liquidez também merece planejamento. Em praças menores, a saída de uma posição leva mais tempo do que nos grandes centros, e o investidor preparado dimensiona sua carteira considerando essa característica desde a entrada.
A fronteira recompensa quem chega preparado
O que esse percurso demonstra é que Roraima oferece uma das teses de valorização mais consistentes do país para quem une capital, paciência e método. Guilherme Campos segue construindo posição nesse mercado com a disciplina que a fronteira exige e a convicção de quem conhece o território.
Acompanhe a visão de mercado de Guilherme Campos no Instagram: @guicamposvlg
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
