O engenheiro Ricardo Chimirri Candia afirma que a gestão de comportamento seguro é um dos pilares mais importantes para a redução de acidentes e o fortalecimento da cultura organizacional. Mais do que políticas e procedimentos, a segurança no trabalho depende de atitudes conscientes e da influência positiva das lideranças. Quando os líderes se comprometem genuinamente com o bem-estar das equipes, o resultado é um ambiente mais produtivo, colaborativo e, acima de tudo, seguro.
O que é gestão de comportamento seguro?
A gestão de comportamento seguro é uma abordagem que busca identificar, compreender e modificar comportamentos que podem representar riscos no ambiente de trabalho. Baseada em princípios da psicologia e da engenharia de segurança, ela se apoia em observações, treinamentos e feedbacks constantes para promover práticas mais seguras e reduzir a probabilidade de incidentes.

Em vez de focar apenas em falhas técnicas, esse modelo analisa os fatores humanos envolvidos nos acidentes. Isso inclui distrações, pressa, complacência e atitudes automáticas que podem comprometer a segurança. Ricardo Chimirri Candia destaca que o comportamento seguro é fruto de uma combinação entre conscientização individual e comprometimento coletivo.
Como a liderança influencia o comportamento seguro?
A liderança tem um papel decisivo na construção de ambientes de trabalho seguros. Líderes que dão o exemplo e demonstram, por meio de atitudes, o compromisso com a segurança, inspiram suas equipes a agir da mesma forma. A coerência entre discurso e prática é o que gera confiança e engajamento.
Um gestor que apenas exige o cumprimento das regras, mas não as segue, transmite uma mensagem contraditória. Por outro lado, líderes que participam de treinamentos, fiscalizam com respeito e incentivam o diálogo, criam um clima organizacional de responsabilidade e pertencimento. De acordo com Ricardo Chimirri Candia, a liderança positiva estimula o comportamento proativo.
De que forma a cultura organizacional fortalece a segurança?
A cultura organizacional define o que é considerado importante dentro de uma empresa. Quando a segurança é parte central dessa cultura, ela se reflete em todos os níveis da organização, desde a alta direção até o chão de fábrica. Uma cultura voltada à segurança não se constrói apenas com regras, mas com valores compartilhados.
Empresas que cultivam essa mentalidade enxergam a segurança não como custo, mas como investimento. O resultado é um ambiente mais estável, produtivo e sustentável. O engenheiro Ricardo Chimirri Candia ressalta que uma cultura de segurança consolidada reduz falhas operacionais, melhora a comunicação interna e aumenta o comprometimento das equipes.
Qual é o papel da empatia e da comunicação na prevenção de acidentes?
Empatia e comunicação são componentes indispensáveis de uma gestão segura. Compreender as dificuldades enfrentadas pelos colaboradores e ouvir suas preocupações com atenção gera confiança e engajamento. A comunicação efetiva vai além das instruções técnicas — ela envolve transmitir mensagens de forma clara, humana e acessível. A liderança deve adaptar sua linguagem para atingir diferentes perfis e promover um diálogo aberto, em que todos se sintam à vontade para contribuir.
Por fim, a gestão de comportamento seguro é uma estratégia essencial para construir ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis. Ela depende da atuação conjunta da liderança, da cultura organizacional e do envolvimento ativo de todos os colaboradores. Ao unir técnica, empatia e responsabilidade, as empresas conseguem reduzir acidentes, otimizar processos e fortalecer seus valores institucionais.
O trabalho de Ricardo Chimirri Candia evidencia que a segurança é resultado de uma cultura madura e comprometida — uma cultura que enxerga o ser humano como o centro de toda operação. Quando a segurança é compreendida como um valor e não apenas uma exigência, ela deixa de ser uma meta a alcançar e passa a ser um princípio a viver diariamente.
Autor: Mikhail Nikolai
