Com o crescimento exponencial do marketing digital e da presença de marcas nas redes sociais, tornou-se comum que empresas deleguem a criação e o gerenciamento de perfis corporativos a funcionários ou prestadores de serviço. Mas quando essa relação termina, surge uma dúvida crítica: quem é o verdadeiro dono da conta? O advogado Dr. Jonatas Lucena, especialista em direito digital, alerta já na primeira linha que a falta de contratos e diretrizes claras pode transformar um simples perfil no Instagram em um litígio complexo e de alto risco jurídico.
A importância de definir a titularidade dos ativos digitais
Perfis em redes sociais como o Instagram são ativos digitais estratégicos. Eles concentram não apenas seguidores e conteúdo, mas também histórico de interação com clientes, investimentos em marketing e a identidade digital da empresa. Quando criados e gerenciados por um funcionário, esses perfis correm o risco de serem considerados como pertencentes à pessoa física que os administra — e não à empresa.
Essa indefinição legal pode gerar grandes prejuízos, como a perda de acesso ao canal, uso indevido da marca e até exigência de indenização por parte do ex-funcionário. Segundo o Dr. Jonatas Lucena, a ausência de cláusulas específicas sobre a titularidade dos perfis nos contratos de trabalho ou prestação de serviço é uma das principais falhas cometidas pelas empresas.
Quando o perfil é do funcionário — e não da empresa
Do ponto de vista jurídico, a titularidade de um perfil no Instagram é determinada por quem detém o controle do e-mail e da senha de acesso, mas também pelo conteúdo, finalidade e identidade da conta. Se o perfil foi criado com um e-mail pessoal, traz o nome do colaborador e publica conteúdos mistos (pessoais e profissionais), o risco de a justiça reconhecer a propriedade como sendo do funcionário é alto.
Mesmo que o perfil divulgue a empresa, a simples associação não garante a propriedade institucional. Dr. Jonatas Lucena explica que, em muitos casos, a Justiça já decidiu que, na ausência de contrato ou política formal, a conta pertence ao criador — ainda que ele tenha sido contratado para impulsionar a marca online.

Medidas preventivas para evitar disputas judiciais
A melhor forma de evitar litígios sobre perfis corporativos é agir preventivamente. Algumas medidas fundamentais incluem:
- Criação de contas com e-mail institucional da empresa;
- Inclusão de cláusulas contratuais que estabeleçam expressamente que todos os perfis criados em nome da marca são de propriedade exclusiva da empresa;
- Formalização de política interna de redes sociais, com regras claras sobre criação, uso e encerramento de perfis;
- Documentação do vínculo entre a conta e os objetivos comerciais da empresa, inclusive com comprovação de investimentos em mídia e produção de conteúdo.
O advogado Dr. Jonatas Lucena orienta seus clientes a formalizar essas práticas desde o início da contratação de qualquer profissional que atuará com mídias sociais. Isso reduz os riscos e oferece segurança jurídica em eventuais disputas.
O que fazer se o funcionário se recusar a entregar o perfil
Se o vínculo for encerrado e o colaborador se recusar a entregar o acesso ao perfil ou continuar usando-o em nome próprio, a empresa pode — e deve — tomar medidas legais. As etapas mais recomendadas são:
- Notificação extrajudicial exigindo a devolução imediata da conta;
- Reunião de provas, como prints, campanhas pagas e e-mails corporativos que associem a conta à empresa;
- Ação judicial com pedido de tutela de urgência, exigindo o bloqueio ou transferência da titularidade do perfil;
- Reclamações junto ao Instagram, com base na violação de propriedade intelectual ou uso indevido de marca.
O Dr. Jonatas Lucena atua diretamente em casos como esse, assessorando empresas na recuperação de perfis e na formulação de estratégias para impedir que ativos digitais sejam tomados por ex-funcionários. Seu trabalho abrange tanto a via judicial quanto a atuação direta junto às plataformas.
A importância de contar com suporte jurídico especializado
Em um cenário cada vez mais digital, a perda ou apropriação indevida de um perfil pode representar não apenas danos à reputação, mas também prejuízos financeiros e perda de oportunidades de negócio. Proteger esses ativos exige conhecimento jurídico técnico, sensibilidade estratégica e rapidez de resposta.
O Dr. Jonatas Lucena oferece consultoria especializada em proteção de ativos digitais, com foco em redes sociais, propriedade intelectual e direito da internet. Sua atuação tem ajudado empresas de diversos segmentos a evitar conflitos e manter o controle sobre seus canais digitais com segurança e respaldo legal.
Mais do que uma questão de marketing, a titularidade dos perfis corporativos deve ser tratada como um tema jurídico central para a governança digital das empresas.
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